Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

DPRJ: Cerimônia marcada pela valorização da representatividade

quinta-feira, 03 de outubro de 2024, 16h38

 

 

Uma quebra de protocolo mudou o curso da solenidade de posse do XXVIII Concurso para a Carreira de Defensores da DPRJ, tornando-a memorável pela representatividade. Superando o costume de que a pessoa classificada em primeiro lugar faça o discurso em nome de toda a turma, o defensor público recém-empossado Pedro Henrique Terra dos Santos dividiu o discurso com as colegas Karine dos Santos Pessanha e Loize Germana Miranda Gonçalves.

Pedro Henrique Terra começou sua carreira no Direito em 2012 como estagiário na Defensoria Pública do Rio de Janeiro e, em 2024, retorna à instituição como defensor público. Em sua fala, o defensor destacou a honra de estar sendo empossado na gestão comandada pela primeira defensora pública-geral mulher. 

— Representar essa turma é, sem dúvidas, uma das maiores honrarias que poderia receber na vida. Somos 38 pessoas que, a partir de hoje, chegam para contribuir para que a Defensoria Pública seja cada vez mais a casa da cidadania e da diversidade. Sozinho, jamais conseguiria representar à altura a força e potência desse grupo. Para que sejamos um pouco de todos nós neste discurso, gostaria de quebrar o protocolo e convidar duas grandiosas colegas para dividir comigo essa palavra. — anunciou o defensor Pedro Henrique Terra, sob aplausos. (Confira a íntegra do discurso de Pedro Henrique Terra neste link )

Karine dos Santos Pessanha, empossada na mesma turma, também tem uma trajetória exitosa dentro da DPRJ, tendo sido estagiária de Direito entre 2012 e servidora em 2020, além de estudar desde 2017 para atingir o objetivo de ser defensora pública, sonho realizado neste XXVIII Concurso. Karine e outros dois colegas aprovados no concurso participaram do Programa Abdias do Nascimento, uma iniciativa da DPRJ junto à Fesudeperj, que oferece melhores condições de estudo para que pessoas negras acessem cargos no sistema de justiça.

— Eu queria ser inspiração e fazer história. Chegou o momento de ocuparmos os nossos lugares. É sobre representatividade, é sobre o impacto significativo que a minha presença aqui neste palco e na Defensoria Pública gera na identidade e na aceitação das pessoas para que elas se sintam validadas. A representatividade não se limita àqueles que compartilham o mesmo sonho (de ser defensora pública), mas também àqueles que serão atendidos por nós. É uma representatividade para todos os usuários que, ao se reconhecerem na minha identidade, se sentirão acolhidos e representados. — destacou a defensora pública Karine dos Santos Pessanha. (Veja o discurso da nova defensora aqui)


A valorização da representatividade permeou o discurso das novas defensoras(es) empossadas(os). Em seu discurso, Loize Germana Miranda Gonçalves, 28 anos, destacou ser fundamental garantir os lugares de fala das pessoas mais vulneráveis, silenciadas por uma sociedade machista, racista, classista e capacitista.

— Essa é a maior missão da Defensoria. Hoje, retorno à Casa, ao local onde aprendi a exercer a escuta dos mais vulneráveis, após quase dez anos do meu primeiro estágio. Somos 28 mulheres, de um total de 38 novos empossados. Temos entre nós sete pessoas que se autodeclararam pretas ou pardas e uma com deficiência (PCD). Apenas 2% dos ocupantes do sistema de justiça são PCDs, embora haja milhões. Que nunca nos esqueçamos: somos caminho para a representatividade. Que possamos converter os meses de estudo e prova em potência prática para garantir direitos, para ser a escuta de pessoas silenciadas. A igualdade no Brasil deve ser construída, dia a dia. (Confira o discurso de Loize Gonçalves neste link )

Após ter trabalhado como defensora pública por um ano no Estado do Rio Grande do Sul, Loize conta estar muito realizada por retornar ao Rio de Janeiro, sua cidade de origem, integrando a instituição que completa 70 anos de história e conquistas.

Texto: Julia Duque Estrada e Nathália Braga

 

Fonte: DPRJ


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