Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

Vítimas pagavam taxas para suposta venda de cotas

MPSP denuncia grupo que aplicava golpes em idosos por meio de títulos de empresas turísticas

por Núcleo de Comunicação Social MPSP

sexta-feira, 06 de setembro de 2019, 15h12

A promotora de Justiça Celeste Leite dos Santos ofereceu denúncia contra Laercio Forti, Laercio Rodrigues dos Santos Forti e Ednalva Rodrigues dos Santos Forti por estelionato praticado contra idoso. Eles usavam empresas de fachada para aplicar golpes em pessoas que haviam adquirido, décadas atrás, títulos de sócios de empresas voltadas a serviços de turismo e hospedagem. Além dos três, a promotora denunciou ainda Lenalva Rodrigues dos Santos Forti, Edson Akira Nora, Lucila Rodrigues dos Santos Forti, Ligia Rodrigues dos Santos Forti, Willian Francisco e Lucas Matheus Amaral dos Santos por associação criminosa. Todos eles, alguns inclusive da mesma família, tinham participação no quadro societário das empresas fraudulentas, que realizavam sucessivas alterações societárias com o intuito de induzir pessoas idosas a prejuízo.

De acordo com o apurado, pessoas que há mais de 30 anos haviam comprado títulos de empresas como Interpass Club e Motel Clube do Brasil foram procuradas pelos denunciados. As vítimas eram avisadas de que o título tinha grande valor pecuniário, e que haveria interesse de terceiros em adquirir o título. As empresas Sictur e AI Brasil, comandadas pelos denunciados, eram indicadas como espécies de intermediadores do processo de venda. Os criminosos, no entanto, exigiam das vítimas o pagamento de taxas, via cartão de crédito, para que o negócio fosse concluído.

Contudo, as supostas taxas exigidas eram, na verdade, compras de novos títulos, estes expedidos pela AI Brasil e Sictur. Só em nome de uma das vítimas consta atualmente sete títulos de sócio. Umas delas chegou a pagar aos criminosos o total de R$ 29.950,44.

Depois de efetuarem os pagamentos solicitados, as vítimas não conseguiam entrar em contato com as empresas. As cobranças indevidas, mesmo após solicitações de cancelamento, somente cessavam através de decisão judicial ou bloqueio de cartões. 

Na denúncia, a promotora de Justiça pede ainda a fixação de danos morais e materiais e expedição de mandado de busca e apreensão em endereços apontados como sendo das empresas envolvidas. 

Veja aqui o vídeo da promotora sobre a notícia.

Baixe aqui o vídeo da promotora sobre a notícia.

 

Fonte: MPSP

 


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