Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

Comissão aprova projeto que obriga serviço de saúde a notificar Ministério Público sobre violência contra a mulher

quinta-feira, 18 de julho de 2024, 17h35

O projeto continua em análise na Câmara dos Deputados

 

A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou, no último dia 3, projeto de lei que obriga os serviços de saúde públicos e privados a notificarem o Ministério Público de casos em que houver indícios ou confirmação de violência contra a mulher atendida no serviço. 

 

O texto aprovado é o substitutivo da relatora, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), ao Projeto de Lei 10025/18 do Senado, e apensados (PLs 8488/17, 8003/17 e 121/19). O texto acrescenta dispositivos à Lei 10.778/03, que já determina a notificação compulsória pelos serviços de saúde dos atos de violência doméstica, mas sem definir os órgãos destinatários.

 

De acordo com a proposta aprovada na comissão, a notificação deverá, preferencialmente, ser destinada à autoridade policial especializada em crimes contra a mulher, quando existente na localidade. Além disso, a notificação também deverá ser destinada ao Ministério Público.

 

Mudanças no texto original

 

O projeto original fixa prazo de cinco dias para os serviços de saúde fazerem a notificação. Mas a relatora lembra que a legislação atual já prevê prazo de 24 horas para a comunicação da autoridade policial.

 

Ela reconhece, no entanto, que a lei atual não inclui a notificação ao Ministério Público, "o que ainda representa uma área a ser aprimorada para garantir uma abordagem mais abrangente e coordenada no combate à violência contra a mulher”.

 

“A aprovação dos projetos de lei sob análise trará importantes avanços para a proteção das mulheres no Brasil, garantindo que os atos de violência sejam devidamente registrados e acompanhados pelas autoridades”, acrescenta Jandira Feghali. 

 

Próximos passos

 

A proposta será analisada agora pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) e depois pelo Plenário. Se for aprovado no Plenário com alterações em relação ao texto original, o projeto será devolvido ao Senado para análise das mudanças.

 

Fonte: Agência Câmara de Notícias


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