Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

CIDADANIA

Ouvidoria Itinerante atende população em Cuiabá e Várzea Grande

por ROSANGELA MILLES

segunda-feira, 12 de agosto de 2019, 13h18

Logo que iniciou os trabalhos na Praça Alencastro, região central de Cuiabá, na manhã do último sábado (10), a Ouvidoria Itinerante do Ministério Público do Estado de Mato Grosso já estava pronta para atender as demandas da população. O evento levou centenas de pessoas em busca de atendimento e orientações na 1ª Ação Cívico-social da Polícia Militar. Serviços de cortes de cabelo, dúvidas sobre o consumidor, dicas de saúde, atendimento jurídico e serviços odontológicos, entre outros foram oferecidos à comunidade.

Dona Cristina Aparecida Garcia, que mora no Dom Aquino, recorreu à Ouvidoria Itinerante em busca de informações sobre a falta de cartório no bairro. “Tenho filho deficiente, que precisa fazer alterações no registro de nascimento. Procurei o Ministério Público para  interceder por nós, somos muitos carentes”, contou a dona de casa.

O comandante do 1º Comando Regional de Cuiabá da Polícia Militar, coronel Wankley Rodrigues destacou a importância da parceria com os mais de 30 órgãos públicos, instituições e entidades desde o início do planejamento até a execução. “Queremos agradecer os parceiros da PM para a realização desse evento. Esta é a primeira ação de muitas outras que vamos realizar. Esta ação foi na Praça Alencastro, mas queremos ir com esse projeto até os bairros da periferia para facilitar o acesso da população a serviços que nem sempre estão disponíveis”, relatou.

Para a ouvidora-geral, procuradora de Justiça Rosana Marra é importante que o Ministério Público mostre sua proposta, colhendo informações e ouvindo as pessoas. “A Ouvidoria foi convidada a participar desse evento grandioso que é a Ação Cívico-social da Polícia Militar. Eu e minha equipe trouxemos panfletos, camisetas, distribuímos cartilhas e divulgamos nossos contatos para as pessoas. Queremos que o Ministério Público chegue até as pessoas, para ouvir as demandas da comunidade e suas inconsistências relacionadas a crianças e ao adolescente, violência doméstica, saúde e outros problemas que afetam a população”, declarou.

A promotora de Justiça Lais Glauce Antonio dos Santos, do Núcleo de Violência Contra a Mulher de Cuiabá, também participou do evento para divulgar campanhas educativas de prevenção à violência doméstica e familiar contra a mulher, previstas na Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006). “ A Lei comemora 13 anos e é um verdadeiro avanço. Hoje participamos dessa blitz na região central de Cuiabá, em parceria com a Polícia Militar e  a “Patrulha Maria da Penha” para divulgamos os direitos que ela proporciona às mulheres vítimas de agressões”.

A Ouvidoria Itinerante também participou no sábado, em Várzea Grande, no bairro Pirinéu, do projeto Viva o Seu Bairro, do Grupo Gazeta de Comunicação. Os atendimentos ocorreram das 16h às 19h, no campo de futebol “Renato Diogo de Campos”. Essa é a nona participação da Ouvidoria no projeto, desde abril deste ano.

Conforme o presidente do bairro, Devanil Justino da Silva, o Pirinéu existe há quase 50 anos e faz divisa com outros cinco bairros. Ele contou à equipe da Ouvidoria Itinerante que as principais dificuldades no local são a falta de pavimentação asfáltica e a ponte do bairro, que está precária. “Quase a metade do bairro não tem asfalto, e com essa época de seca, muita poeira prejudicando a saúde dos moradores. A maior parte das ruas não tem rede de esgoto e a ponte do bairro está em péssimas condições”, afirmou o presidente.

Carência de posto de saúde, asfalto, transporte coletivo, policiamento e creche. Essas foram algumas das reivindicações feitas por uma moradora antiga do bairro, que não quis de identificar. “Vim até aqui e procurei o Ministério Público para que possa interceder por nós, somos muitos carentes, nem ao menos posto de saúde temos. Sem contar que o transporte coletivo demora muito a passar e as mães precisam trabalhar e não há creche para as crianças ficarem”, contou.

As informações colhidas nos atendimentos são encaminhadas aos promotores de Justiça para adoção das providências necessárias, ou mesmo enviadas ao órgão responsável, com as devidas orientações.

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