Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

VÁRZEA GRANDE

Agentes da rede de proteção apontam expectativas com oficina

por ANA LUÍZA ANACHE

quarta-feira, 13 de março de 2019, 13h21

A boneca Esperança ganhou novos e importantes amigos na manhã desta terça-feira (12 de março), durante a abertura da capacitação do projeto Crescer Sem Violência, em Várzea Grande. Natural da cidade de Natal (RN), ela foi apresentada pela psicóloga e psicopedagoga Ana Amélia Melo aos participantes da oficina promovida pela Rede Protege - Articulação Intersetorial da Infância e Juventude, por meio da 2ª Promotoria de Justiça Cível da comarca.

“Esperança pode ser branca, negra, indígena, quilombola, qualquer criança desse país. Vamos recebê-la, olhá-la e nos apresentar para ela”, orientou a facilitadora, acrescentando que a boneca participará da oficina ao longo dos dois dias e precisará ser cuidada por todos. “Espero transmitir tudo aquilo que você merece, seja qual for a cor dos seus olhos, quais forem os seus sonhos e de onde você veio. Vamos trabalhar para te fortalecer e te dar oportunidade de ter uma vida melhor”, disse o promotor de Justiça Douglas Lingiardi Strachicini, o primeiro a acolher a nova amiga.

A assistente social Elizabete Nascimento de Paula e Silva, coordenadora do Projeto Fortalecer, contou que acompanha as famílias e as crianças na escola e carinhosamente pediu: “Posso lhe dar um abraço?”. “Nesses dois dias quero estar perto de você para conversar, dialogar e te ouvir”, acrescentou. O desejo de aprender foi destacado por todos os agentes da rede de proteção e participantes da oficina.

“Oi Esperança, eu sou o Mário, conselheiro tutelar do bairro Cristo Rei, e você pode contar comigo para te ouvir e fazer cumprir os seus direitos garantidos por lei”, manifestou Mário de Fátima da Silva. A psicóloga Isadora Aquino, do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), revelou que espera fortalecer a rede de atendimento e proteção da criança e do adolescente. Já Lilian Serra, do Consultório na Rua, ponderou que não gosta de encontrar crianças como a Esperança nas ruas, e que envidará esforços para que elas sempre encontrem lugares para serem acolhidas, aconchegadas e amadas.

HISTÓRICO - A professora coordenadora do curso de Ciências Sociais do Univag, Terezina Paes de Arruda, conta que a parceria entre o Ministério Público de Mato Grosso e o Centro Universitário foi fundamental para o fortalecimento da rede proteção da criança e do adolescente no município. “Conseguimos reunir os agentes para debater o atendimento oferecido. Com isso, detectamos que havia uma fragilidade muito grande no município em relação ao cometimento de abuso e violência sexual infantojuvenil”, revelou.


Conforme a docente, partindo desse levantamento, foi elaborado um protocolo com normatizações e fluxos de atendimento a serem seguidos pelas instituições que compõe a rede. “Essa é a primeira ação, o próximo passo é trabalharmos as famílias e depois os adolescentes que cometem atos infracionais”, sinalizou.

A assistente social Michelle Moraes, da 2ª Promotoria de Justiça Cível da comarca, reforçou que a necessidade de formação foi verificada durante o ano de trabalho da Rede Protege, quando surgiu a ideia de oferecer a capacitação do projeto Crescer Sem Violência.
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