Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
empty

VÁRZEA GRANDE

Rede de proteção à criança e ao adolescente participa de oficina ‘Crescer sem Violência’

por ANA LUÍZA ANACHE

terça-feira, 12 de março de 2019, 16h42

Integrantes da rede de proteção à criança e ao adolescente de Várzea Grande participam, nos dias 12 e 13 de março, de uma capacitação do projeto ‘Crescer Sem Violência’, no Centro Universitário Univag. A oficina é comandada pela psicóloga e psicopedagoga Ana Amélia Melo, com objetivo de fortalecer a atuação da rede na defesa e promoção dos direitos da criança e do adolescente para atuar na prevenção e no enfrentamento às violências sexuais, bem como estimular autoproteção.

O ‘Crescer Sem Violência’ é uma parceria do Canal Futura com a Childhood Brasil e o Fundo para as Nações Unidas (Unicef). Em Várzea Grande, a formação é promovida pela ‘Rede Protege - Articulação Intersetorial da Infância e Juventude’, iniciativa da 2ª Promotoria de Justiça Cível da comarca, juntamente com o Univag.

Conforme o promotor Douglas Lingiardi Strachicini, a oficina contribuirá significativamente para a capacitação dos profissionais da rede de atendimento e proteção à criança e ao adolescente. “Reunimos os agentes com o propósito de fortalecer o trabalho em rede e qualificar ainda mais conselheiros tutelares, servidores do Ministério Público e das secretarias municipais de saúde e educação, integrantes do Centro de Referência de Assistência Social (Creas) e do Centro Integrado de Assistência Psicossocial (Capsi), representantes da Delegacia Especializada da Criança e do Adolescente, da Guarda Municipal e da Casa de Acolhimento”, defendeu.

O promotor de justiça ainda conta que, em menos de um ano de atuação, os resultados da Rede Protege são bastante satisfatórios e que o projeto concorre a prêmios no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). “O maior desafio no cenário atual é quebrar o estigma de que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) trata apenas de direitos quando, na verdade, assim como a Constituição, ele expõe deveres para a família, a sociedade e o Estado, argumentou.

OFICINA - De acordo com a facilitadora Ana Amélia Melo, militante dos direitos humanos da criança e do adolescente há 18 anos, a ideia é trabalhar a partir do material audiovisual do projeto ‘Crescer Sem Violência’.

“Toda a formação parte da orientação de que precisamos dialogar e entender que crianças e adolescentes são sujeitos de direitos, que precisam saber que têm um corpo a ser protegido e cuidado. Eles precisam falar das violências, do que entendem dessas violências, e serem ouvidos, para, a partir disso, construirmos estratégias de combate”, informou Ana Amélia, acrescentando que mais de 5 mil profissionais já foram formados pelas ações do projeto em centenas de municípios brasileiros. “Serão dois dias de imersão na programação e na metodologia proposta pelo Canal Futura”, completou.

Para a psicóloga, falar sobre o projeto, a autoproteção e o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes é vital. “Espero que possamos trocar experiências, compartilhar conhecimentos, refletir, nos fortalecer, resistir e encontrar estratégias para continuar cuidando, protegendo e mostrando a utilidade dessa rede para as crianças e adolescentes”, revelou a facilitadora, na manhã desta terça-feira (12 de março), durante a abertura do encontro. “Vamos descobrir, juntos, como podemos avançar”, decretou.

A formatação do material audiovisual é composto de narrativas com linguagem lúdica, dividido em três categorias de séries que procuram explicar como a exploração e o abuso ocorrem.
Compartilhe nas redes sociais
facebook twitter
topo