Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

PNUMA e parceiros visitam projetos de restauração ambiental no Distrito Federal

por ONU

quinta-feira, 03 de fevereiro de 2022, 17h31

Na semana passada, representantes do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA) e parceiros visitaram exemplos de boas práticas de restauração, promovidos pelo CITinova.

O projeto trabalha em 80 hectares de ecossistemas nativos de nascentes, áreas de recarga hídrica e outras degradadas ou alteradas nas bacias dos rios Descoberto e Paranoá.

O foco da visita foi a área comunitária do assentamento Gabriela Monteiro, em Brazlândia, onde 2.438 mudas de espécies nativas do cerrado foram plantadas.

Os representantes também visitaram o antigo “Lixão da Estrutural”, aterro a céu aberto que já foi considerado o maior da América Latina, e onde hoje o CITinova promove ações de remediação da contaminação do solo e da água.

Legenda: Técnicos do PNUMA realizam visita de campo no Distrito Federal
Foto: © Daniela Borges

 

Representantes do Programa da ONU para o Meio Ambiente (PNUMA), da Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal (SEMA-DF) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), acompanharam exemplos de boas práticas de restauração em uma visita de campo ao projeto CITinova, na região de Brazlândia e Brasília, no dia 18 de janeiro.

 

As atividades executadas pelo CITinova promovem boas práticas de restauração dos ecossistemas nativos em 80 hectares de Áreas de Preservação Permanente de nascentes, áreas de recarga hídrica e outras degradadas ou alteradas nas bacias dos rios Descoberto e Paranoá, visando à manutenção e à recuperação de seus aquíferos.

 

Além disso, também promovem experiências de Sistemas Agroflorestais (SAFs) nas áreas preservadas, e uso de tecnologia para identificação e remediação da contaminação do solo e da água no antigo Lixão da Estrutural– campo de descarte aberto localizado nas proximidades do Parque Nacional de Brasília, e que já foi considerado o maior da América Latina.

 

A coordenadora do CITinova na SEMA, Nazaré Soares, destacou a importância da visita. “Mostramos aos nossos parceiros que não acompanham os projetos da SEMA tão de perto, como o MCTI e o PNUMA, como as iniciativas estão impactando positivamente a vida das famílias atendidas”, afirmou.

 

Desde 2018, o projeto reúne esforços multilaterais para a promoção da sustentabilidade nas cidades brasileiras por meio de tecnologias inovadoras e planejamento urbano integrado. Coordenado nacionalmente pelo Ministério da da Ciência, Tecnologia e Inovações, o CITinova conta com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente. No Distrito Federal, as ações são executadas pela SEMA, com o apoio do PNUMA e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos.

 

Segurança - Durante a visita, a agricultora Ilnéia Alves Rocha Barros compartilhou com os representantes das organizações suas experiências sobre recomposição vegetal de nascentes na área comunitária do assentamento Gabriela Monteiro, em Brazlândia. Na região está localizado o córrego do Rodeador, que alimenta a Bacia do Rio Descoberto, responsável pelo abastecimento de 60% da população de Brasília.

 

Ilnéia explicou os impactos das ações que vêm sendo desenvolvidas desde 2019 no assentamento, no âmbito do CITinova. Com a recuperação de áreas de proteção ambiental degradadas e de nascentes foi implementada uma experiência de SAFs mecanizados no local.

 

“Quando conquistamos essa terra, aqui não nascia nada, a terra estava arenosa. Esse projeto foi bom porque estamos começando a dar vida à terra”, explica a agricultora. Ela também relembra a falta de água com a crise hídrica acentuada entre os anos de 2016 e 2017, e comemora os sinais de mudança. “Agora a água está voltando com a recuperação do solo e a agrofloresta ajudando a proteger e produzindo comida”, afirmou.

 

Trabalho conjunto - A exemplo de outras áreas incluídas no programa, os agricultores participaram do diagnóstico do assentamento Gabriela Monteiro, além da análise de histórico de plantios, as preferências de espécies a serem plantadas pela família e suas perspectivas quanto à comercialização de produtos vindo dos sistemas agroflorestais.

 

No terreno onde vive a família Barros foram plantadas 667 mudas, dentre espécies variadas, com foco em frutíferas, considerando o interesse da família em beneficiar produtos para comercialização. Ao todo, o assentamento Gabriela Monteiro, que possui 18 dos 56 hectares de área de Reserva Legal, recebeu o plantio de 2.438 mudas de espécies nativas do cerrado.

 

“Ecossistemas mais saudáveis, com maior riqueza na biodiversidade, produzem mais benefícios, maior produtividade e maiores estoques de carbono. É importante lembrar que todos os tipos de ecossistemas podem ser restaurados, em florestas, terras agrícolas e até nas cidades. Além disso, as iniciativas de restauração podem partir de qualquer pessoa, de comunidades e indivíduos a governos e empresas”, explica a representante adjunta do PNUMA, Regina Cavini.

 

Remediação - Outra iniciativa do projeto CITinova que também fez parte do roteiro da visita foi a remediação do antigo “Lixão da Estrutural”. O aterro a céu aberto está localizado a apenas meio quilômetro da área de preservação do Parque Nacional de Brasília.

 

A iniciativa abrange o planejamento do diagnóstico da contaminação e a implantação de tecnologias inovadoras de remediação para áreas contaminadas. No local, já foram implantadas ações de fitorremediação exitosas e outras técnicas de sucesso utilizadas em situações similares para a descontaminação do solo, como por exemplo, o plantio de espécies nativas e exóticas.

 

Também foram instalados poços de monitoramento de água superficial e subterrânea, realizadas análises do solo e dos resíduos sólidos depositados e elaboração de mapas temáticos.

 

Fonte: ONU


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