Violência doméstica: campanha Quebre o Ciclo leva informação às vítimas e à sociedade
terça-feira, 15 de março de 2022, 14h11
A violência doméstica contra a mulher não se trata somente da violência física. Ela também pode ser psicológica, sexual, patrimonial e moral. É preciso reconhecer as fases do ciclo da violência doméstica e os sinais de abuso em um relacionamento que nem sempre são identificados no início. A campanha permanente “A vida recomeça quando a violência termina: quebre o ciclo”, do Poder Judiciário de Mato Grosso, tem objetivo de levar informação às vítimas, à sociedade e visa fortalecer as ações de enfrentamento da violência doméstica.
Quanto maior o tempo em um relacionamento abusivo, maior é o dano físico e emocional. As cinco formas de violência doméstica e familiar contra a mulher estão elencadas no Art. 7º da Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340, de 7 de agosto de 2006).
Iniciativa da gestão da presidente do Tribunal de Justiça (TJMT), desembargadora Maria Helena Póvoas, a campanha Quebre o Ciclo, ressalta a importância da denúncia para romper o ciclo da violência doméstica. “É inadmissível qualquer forma de violência contra a mulher. O ciclo da violência precisa ser rompido para garantir a integridade de tantas mulheres que sofrem em seus lares. A campanha tem esse objetivo, de informar sobre as violências que elas podem estar sofrendo e muitas vezes não se dão conta. Estamos ao lado dessas mulheres, em todo o Estado, com essa e outras ações para o enfrentamento da violência doméstica contra a mulher”, ressalta a presidente.
Fases do ciclo da violência doméstica – Quando se está em um relacionamento abusivo ocorre o ciclo da violência doméstica que, inicialmente ocorre em três fases:
Fase 1 - Aumento da tensão. É o momento de estranhamento, de tensão, onde qualquer coisa que a mulher faça, por menor que seja, é motivo de discussão, o homem fica bravo e começam os xingamentos.
Fase 2 – Ato de violência. É a agressão propriamente dita, onde toda a tensão acumulada na fase 1 se materializa em violência, onde a vítima é diminuída, acontecem maus-tratos e tende a crescer na frequência e intensidade.
Fase 3 – Lua de mel. Há o arrependimento e comportamento carinhoso por aprte do agressor. Ele pede perdão, se diz arrependido e garante que isso nunca mais vai acontecer.
Para manter o relacionamento a mulher acredita tais atitudes não acontecerão mais e volta para a fase 1, passando pela fase 2 e novamente pela terceira fase. Com o passar do tempo, as fases do ciclo da violência vão ficando cada vez mais curtas, sendo vítima constante de violência doméstica.
Canais de denúncia – Aplicativo SOS Mulher MT – Botão do Pânico permite que mulheres vítimas de violência doméstica façam um pedido de socorro virtual à polícia, caso o agressor descumpra a medida protetiva.
A solução, desenvolvida pela Polícia Judiciária Civil estadual e o Poder Judiciário mato-grossense é uma ferramenta gratuita para quebrar o ciclo da violência doméstica para facilitar o apoio e o socorro imediato às vítimas.
Clique neste link para saber como utilizar o aplicativo.
Denúncias também podem ser feitas por ligação gratuita para os números 190, 197, 180 e 181 ou pela Ouvidoria da Mulher do Poder Judiciário (ouvidoria@tjmt.jus.br).
Quebre o ciclo – A campanha reúne vários parceiros do Poder Judiciário, entre eles a Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso (PRF-MT), Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Instituto Farmun, Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de Rondonópolis e Região (SETCARR), Associação Nacional de Transportadores de Cargas (ATC), Concessionária Rota D’Oeste, entre outros.
Empresas e instituições que apoiam a campanha recebem do Judiciário estadual um certificado com o “Selo Amigo da Mulher”.
Confira neste link o hotsite da campanha.
Fonte: TJMT