Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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CUIABÁ

MPMT sustenta acusação e Tribunal do Júri Popular condena homem que matou esposa a facadas a 23 anos de reclusão

por JANÃ PINHEIRO

quinta-feira, 08 de novembro de 2018, 19h21

O Ministério Público Estadual, por meio da atuação do Promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins, da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá, sustentou acusação e o Tribunal do Júri Popular condenou Abel Cassimiro da Silva a 23 anos de reclusão, em regime fechado, pelo assassinato de Ana Paula Assunção da Silva. A vítima foi morta com seis facadas no dia 13 de outubro de 2017, no bairro Novo Paraíso, em Cuiabá.

Na decisão, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira acatou a denúncia do MP que pediu a condenação do réu com incurso no artigo 121, incisos I (motivo torpe), IV (mediante recurso que dificultou a defesa da vítima) e VI (feminicídio). Além disso, o MP requereu sua condenação no âmbito da violência doméstica.

De acordo com a decisão, no dia do crime os dois discutiram em razão de uma suposta traição do réu, que teria sido descoberta pela vítima através de uma conversa via celular, pelo aplicativo whatsapp. “Em decorrência, o réu agrediu fisicamente a vítima, deixando-a muito machucada”.

As sobrinhas do réu moravam nas proximidades e ouviram a discussão entre os dois e foram até a casa de ambos para verificar o que estava acontecendo. Abel estava com uma faca na mão ameaçando matar Ana Paula, que foi orientada pelas sobrinhas a correr.

“No entanto, ao chegar no meio-fio da calçada foi alcançada pelo réu, que lhe desferiu o primeiro golpe, nas costas. A vítima voltou a correr sendo perseguida pelo réu que mais uma vez a alcançou e efetuou o segundo golpe, na região torácica”, diz os autos, completando que após cair no chão Abel se aproximou da vítima e desferiu mais quatro facadas.

Segundo os autos, o réu só parou de esfaquear a vítima quando a lâmina da faca quebrou no interior do seu corpo, “momento em que jogou o cabo fora e fugiu na sua motocicleta. Esse tipo de comportamento demonstra, a toda evidência, a vontade implacável do réu em ceifar a vida da vítima. Para tanto, agiu de forma premeditada, com extrema frieza, violência e desvalor à vida humana, principalmente em se tratando a vítima de pessoa com quem o réu era casado há aproximadamente 7 anos e mãe das suas três filhas”.
 
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