Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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RECONHECIMENTO NACIONAL

Projetos do MPMT conquistam 1º e 2º lugares em duas categorias do Prêmio CNMP 2018

por CLÊNIA GORETH

quinta-feira, 13 de setembro de 2018, 14h27

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso ocupou posição de destaque na cerimônia de premiação realizada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), nesta quinta-feira (13), em Brasília. A instituição conquistou o primeiro lugar na categoria Direitos Fundamentais com o projeto “Água para o Futuro” e a segunda posição na categoria Indução de Políticas Públicas com o projeto “Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher de Barra do Garças e Pontal do Araguaia”.

Em todo o Brasil, 27 projetos foram premiados. Concorreram nesta edição do Prêmio CNMP, 686 iniciativas. Desde que o prêmio foi instituído, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso já teve 11 projetos reconhecidos nacionalmente. A conquista é motivo de orgulho para todos que integram a instituição.

O procurador-geral de Justiça, Mauro Benedito Pouso Curvo, destaca que o sucesso é resultado do comprometimento e da capacidade de integração de membros e servidores da instituição. “Sabemos que sozinhos não conseguiremos alcançar os resultados almejados. Em todo o Estado temos buscado firmar parcerias com as demais instituições e sociedade civil organizada para a realização de iniciativas que atendam aos interesses sociais. Os dois projetos premiados nesta edição demonstram que esse é o caminho, precisamos fazer cada vez mais com menos”, afirmou.

Entre os idealizadores dos dois projetos premiados, a sensação é de estímulo, dever cumprido e de uma maior responsabilidade em dar sequência aos trabalhos. “É uma sensação de que estamos cumprindo bem o nosso dever, por outro lado aumenta a nossa responsabilidade porque sabemos que há muita coisa a ser feita. Estamos muito felizes porque é um projeto que pode ser replicado em outros Estados. Vamos firmar um termo de Cooperação Técnica com o CNMP para disponibilizar o aplicativo para todo o Brasil”, ressaltou o promotor Gérson Barbosa, coordenador do projeto Água para o Futuro.

“O reconhecimento não é a causa, mas a consequência do nosso trabalho, mas claro que nos motiva. O reconhecimento demonstra que estamos no caminho correto, um projeto que já tem um pouco mais de cinco anos e nesse período nós conseguimos estabelecer uma rede de proteção e atendimento às vítimas, autores dos fatos e familiares envolvidos, bem como mergulhamos em trabalhos sociais de sensibilização e prevenção”, destacou a promotora de Justiça Luciana Rocha Abraão David, integrante da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar de Barra do Garças e Pontal do Araguaia.

“É um momento de muita felicidade. Ter um trabalho reconhecido é o sonho de todo grande profissional. O diferencial do nosso projeto é, sem dúvida, esse trabalho em rede e articulado com a comunidade local em que várias instituições e pessoas se doam em busca da igualdade de gênero e da transformação social”, acrescentou a promotora de Justiça Hellen Ulian Kuriki.

O psicólogo da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos, Eduardo Vieira, que também atua na Rede de Frente, comemorou a conquista. “É uma sensação muito boa de reconhecimento, mas também de muita responsabilidade por saber que a gente faz a diferença na vida de muitas pessoas que são vítimas da violência doméstica. Esse prêmio só vem fazer com que a gente tenha mais força e mais impulso para dar continuidade ao trabalho”, concluiu.

INTEGRIDADE: Na abertura do Congresso “Ministério Público & Integridade – Governança ética, persecução penal & direitos humanos”, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, discorreu sobre a importância da integridade na atuação dos membros da instituição. “Afirmações baseadas em suposições genéricas antecipam presunções e preconceitos, incompatíveis ao exercício do dever institucional”.

Enfatizou que quanto maior o poder, maior o dever, maior a exigência da integridade. Falou ainda sobre o respeito aos direitos de quem é investigado e do dever de imparcialidade. “Estamos passando por momentos difíceis na sociedade brasileira que exigem respostas completas, com integridade e destemidas por estarem amparadas na Constituição Federal”.
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