Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

GAZETA

Justiça mantém prisão de Paccola

terça-feira, 10 de setembro de 2019, 09h32

NATÁLIA ARAÚJO
DA REDAÇÃO

Justiça mantém preso o tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola. Audiência de custódia foi realizada nesta segunda-feira (9). O militar foi preso na noite de domingo (8), em Cuiabá, a pedido do Ministério Público Estadual (MPE). Ao oferecer a denúncia, a promotoria apontou que o policial alterou o histórico de uma arma de fogo no  sistema operacional no dia em que uma operação, que investiga estas fraudes, foi deflagrada. O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou em 21 de agosto a operação Coverage, que apura a prática de crimes de organização criminosa armada, obstrução de justiça, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informação.

Na ação foram cumpridos mandados de prisão preventiva, busca e apreensão domiciliar e pessoal contra 4 militares. À época, o tenente-coronel Marcos Paccola conseguiu um habeas corpus preventivo e não foi detido. De acordo com o MPE, nesse dia, às 18h30, o tenentecoronel voltou a acessar o Sistema de Registro de Gerenciamento de Armas de Fogo da Superintendência de Apoio Logístico e Patrimônio da Polícia Militar. Na plataforma eletrônica, o policial alterou o histórico de uma arma de fogo, vinculada a um boletim de ocorrência. Para a promotoria, a conduta do militar “demonstra de maneira irrefutável que a organização criminosa ora desvelada continua operando” apesar da atuação dos órgãos da Justiça.

Diante disso, foi pedida a prisão preventiva do tenente-coronel. A liberdade do militar, argumenta a promotoria, coloca em risco a ordem pública, a instrução criminal e a aplicação da lei penal, “ao passo que solto está incorrendo em novos crimes, com o propósito de atrapalhar a instrução criminal.” Na decisão judicial, que aceitou o pedido do MPE, o juiz João Bosco Soares da Silva ressalta que, em liberdade, o denunciado “continua a realizar atos ilícitos de obstrução da justiça”, conforme informações  encaminhadas pela Corregedoria-Geral da PM. A ordem de prisão preventiva contra o tenente-coronel foi cumprida na noite de domingo. O policial estava em casa quando foi detido.

A decisão judicial determinou ainda outras medidas cautelares como a proibição de acessar ou frequentar os locais de Inteligência, Tecnologia da Informação e Patrimônio Logístico da PM. O militar também não poderá manter contato com policiais militares que atuam nesses setores e a suas senhas deverão ser bloqueadas. Essas medidas se estendem aos demais policiais que também foram denunciados pelo MPE, os tenentes Cleber de Souza Ferreira e Thiago Sátiro Albino e ao tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira.

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