Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

GAZETA

Novas acusações são avaliadas pela defesa

terça-feira, 10 de setembro de 2019, 09h27

DA REDAÇÃO

Defesa do tenente-coronel Marcos Eduardo Ticianel Paccola nega que o militar tenha feito a alteração apontada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Advogado Ricardo Monteiro argumenta que o policial não estava em Cuiabá, naquela data, conforme indicado pela promotoria. O militar estaria em Sinop (500 km ao norte de Cuiabá),  ministrando um curso. O retorno para a Capital foi em 22 de agosto, dia seguinte à deflagração da operação. “Ele está preso porque alegam que ele teria entrado no sistema, no dia 21 de agosto. Mas isso é impossível, não estava aqui”, rebate a acusação.

Essa presença no curso já havia sido apontada, na época da operação. Entretanto, a defesa e o policial não indicam quem teria sido o responsável pela fraude no sistema. “Isso tem que ser apurado”, indica Monteiro. O representante do policial informou que ontem estava avaliando todos os apontamentos feitos e que resultaram na prisão e que hoje tomará as medidas cabíveis quanto à prisão que foi efetuada. Nesse sentido, Monteiro ressaltou também que entende que a ordem judicial só poderia ter sido cumprida até as 18h. Como ocorreu às 19h, seria irregular. Essa reclamação foi apresentada pelo tenente-coronel Marcos Paccola, durante a audiência, na tarde de ontem.

“Fizemos uma comunicação sobre isso para ser apurado também”. O militar está detido no 1º Batalhão da PM, na Capital. A Corregedoria da Polícia Militar divulgou nota informando que tomou conhecimento da prisão do tenente-coronel Marcos Paccola, ainda no domingo. Logo depois, o órgão designou um oficial superior para acompanhar os procedimentos, como determinam as normas internas. Os documentos relativos a essa prisão serão juntados em inquérito policial militar que foi instaurado pela Corregedoria. (NA)

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