Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

GAZETA

Borges fala em acionar envolvidos

quarta-feira, 21 de agosto de 2019, 11h13

PABLO RODRIGO
DA REDAÇÃO

Procurador-geral de Justiça, José Antônio Borges, afirmou que, caso as duas placas Wytron que teriam sido usadas na grampolândia pantaneira não sejam localizadas, o Ministério Público Estadual deverá entrar com ação de improbidade administrativa contra membros do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Segundo o chefe do MP, as placas são bens públicos e não podem desaparecer. “Vamos apurar os fatos e quem tiver responsabilidade sobre placas, sobre as condutas dentro do Gaeco, serão responsabilizados. Mas para isso temos que apurar”, falou em coletiva a imprensa.

Segundo José Antônio Borges, o termo de cessão assinado entre o Ministério Público de Mato Grosso e a extinta secretaria de Justiça e Segurança Pública em 2010 comprovaria que as placas foram entregues ao Estado. Porém, a Sesp afirma que nunca foram entregues de fato para o Estado, já que ainda não encontrou o termo de entrega e recebimento. O documento foi assinado pelo então procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra, e o atual secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante, à época secretário-adjunto da pasta. De acordo com os militares envolvidos no esquema de arapongagem, a placa teria sido utilizada para as escutas.

“Essas placas não podem ser meramente descartadas. Eu comparo essas placas a uma arma. Uma arma tem que ter cuidado. Porque as placas tinham um objetivo, uma potencialidade de se fazer os desvios (de ligação), então é um equipamento muito sério. Não é uma placa apenas de computador, tanto é que custou R$ 34 mil. E é isso que estamos apurando lá”, explicou Antônio Borges. Por meio de nota, a Sesp disse que solicitou do MP o termo de entrega e recebimento, para identificar o funcionário da época que pegou as placas. No entanto, nenhum documento foi encontrado. ‘Quanto a ação de improbidade administrativa, a Sesp apoia que sejam tomadas todas as medidas cabíveis para apurar eventuais irregularidades e para que se localize o patrimônio público’, finaliza a nota.

Força Tarefa Já em relação às investigações dos 9 inquéritos do esquema de interceptações telefônicas, o delegado geral de Mato Grosso, Mário Dermeval, afirmou que os trabalhos continuarão com as delegadas Jannira Laranjeira e Luciana Canaverde. “As duas delegadas prosseguem sem mudanças em uma possível investigação”, disse Dermeval. O delegado geral ainda disse que não pensou em um nome para substituir o delegado Rafael Scatolon, que deixou o caso após desgaste do seu nome por supostamente ser próximo de possíveis investigados no caso. Dermeval ainda alegou que a decisão partiu dele para evitar maior desgaste para Scatolon. Porém, nunca teria existido atritos dentro da força tarefa.

“Não existiu nada disso. Infelizmente, por conta de uma fotografia acabou se criando um cenário totalmente equivocado. É uma imagem em que diversos delegados aparecem enfileirados cada um em uma extremidade e isso não quer dizer absolutamente nada. Tentaram denegrir a imagem do colega, tentaram macular a imagem dele como se houvesse algum tipo de investigação que pudesse prejudicar esse tipo de relação e isso nunca procedeu”, explicou.

Compartilhe nas redes sociais
facebook twitter
topo