Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

GAZETA

Promotor reforça investigações

sexta-feira, 26 de julho de 2019, 10h52

LÁZARO THOR BORGES
DA REDAÇÃO

Mais  um  promotor  foi  nomeado  nesta  quinta-feira  (25) para tocar as investigações  sobre  a  denúncia  feita  pelo cabo Gerson Corrêa de que  a  grampolândia  pantaneira   existia   também   no   Grupo  de  Atuação  Especial  e  Combate  ao  Crime  Organizado (Gaeco). O   procurador-geral   de   Justiça,  José  Antônio  Borges,  designou  o  promotor  de  Justiça  Amarildo  César  Fachone para acompanhar a apuração interna. Ele vai se juntar  ao  procurador  Domingos Sávio de Barros Ar-ruda,  chefe  do  Núcleo  de  Ações  de  Competência  Ordinária (Naco), responsável pelos  9  procedimentos  investigatórios abertos. A nomeação de Fachone foi feita para acelerar o processo.  Sávio,  por  ser  chefe  do   Naco,   já   possui   uma   série  de  atribuições  e  pode  não conseguir investigar os procedimentos  com  a  celeridade  que  o  procurador-geral deseja.

Com o promotor trabalhando junto, esperase  que  o  processo  seja  mais rápido. ‘A   medida   visa   a   dar   maior celeridade às investigações e, com isso dar uma resposta  rápida  à  sociedade’,  afirmou  o  procurador-geral.  As  revelações  feitas  por Gerson e pelos coronéis Zaqueu  Barbosa  e  Evandro  Lesco   inauguraram   uma   crise  entre  os  poderes  de  Mato Grosso e colocou com o   Ministério   Público   no   banco dos réus. Borges,  que  costuma  ter  bom trâmite na Assembleia, se reuniu com os deputados para   tentar   apaziguar   os   ânimos  e  evitar  a  abertura  de   uma   Comissão   Parlamentar  de  Inquérito  (CPI).  Oficialmente, porém, o procurador  disse  apenas  que  a  reunião foi feita para informar os parlamentares sobre as   investigações   internas   abertas por ele.

Segundo   a   assessoria   de  imprensa  do  Ministério  Público,  as  investigações objetos desses 9 procedimentos    investigatórios  são  de  caráter  preliminar,  ou  seja,  servirão  para  avaliar  o  mínimo  de  procedência   das   acusações  feitas  pelos  réus  militares  nos  reinterrogatórios na 11ª Vara Criminal. O  coordenador  do  Naco  Criminal,  procurador  Domingos Sávio de Barros Arruda, já requisitou a íntegra dos  interrogatórios  ao  juiz  da  11ª  Vara  Criminal,  Marcos  Faleiros,  e  eles  deverão  instruir cada um dos procedimentos    investigatórios.    Amarildo   Fachone   é   um   promotor com grande expe-riência  e  conhecimento  na  área criminal e, com certeza contribuirá muito com esse trabalho’, concluiu o procurador-geral.

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