Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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GAZETA

MPE investiga problemas no parque Tia Nair

segunda-feira, 06 de maio de 2019, 15h47

DANTIELLE VENTURINI
DA REDAÇÃO

Ministério Público do Estado (MPE) abriu inquérito para apurar problemas estruturais e má administração no Parque Tia Nair, em Cuiabá. Pouco mais de três anos após sua reinauguração, o parque, que foi o primeiro em Cuiabá a ser criado para referência de lazer e diversão noturna, é administrado por uma empresa privada e alvo de diversas reclamações. O mirante, uma das principais atrações do parque, está interditado há oito meses por causa de problemas com o tablado. Nos banheiros também há interdição de alguns vasos sanitários. Além disso, diversas vezes a falta de água no local também é motivo de reclamação por parte dos usuários. O playground, criado para as crianças, vive sem manutenção. Alguns brinquedos estão quebrados, oferecendo risco às crianças.

Segundo frequentadores, algumas das situações citadas persistem há mais de meses. O parque foi entregue em dezembro de 2015 após passar por uma restruturação que incluiu um espaço para caminhada em volta de um lago, ciclovia, academia e parquinho para as crianças, além de uma área de alimentação. Desde então, a empresa vencedora da concessão, ZF Xperience, está responsável pelo parque. O valor da concessão, na época, era de R$ 2.340,00 e a ZF apresentou o valor de R$ 2,4 mil ao mês. No inquérito instaurado o promotor de justiça Roberto Aparecido Turin esclarece que o procedimento foi aberto após denúncias sobre a situação “calamitosa” em que o parque se encontra. Ele solicita à Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Turismo informações quantos às providências adotadas para sanar irregularidades na área de lazer.

Frequentadora do parque há alguns meses, Maria Salinas, 56, afirma que algumas coisas no local deixam a desejar, principalmente quando se fala em concessão, já que uma empresa é paga para dar manutenção ao parque. Diz que a limpeza dos banheiros e até mesmo do parque é um problema, principalmente após um feriado prolongado ou fim de semana. Ela reconhece que algumas coisas dependem também da colaboração dos frequentadores como, por exemplo, manter o banheiro limpo, mas lembra que a empresa também precisa estar atenta às questões. “A gente vai usar o banheiro, não tem papel higiênico, não está limpo. As pistas de caminhadas estão lotadas com fezes de capivaras”. Eliana Rosa, 33, vai ao parque todo fim de tarde para caminhar e aproveita para levar o filho de 5 anos para brincar. Para ela a situação do playground precisa melhorar.

“Os brinquedos estão quebrados. Oferecem riscos às crianças. A gente tem que ficar em cima deles, literalmente, para evitar acidentes”. Outra reclamação de quem frequenta a área é a falta de água, além de não existir um local para comprar uma água ou algum lanche. “Para mim, que venho de manhã, não tem nenhum lugar aqui perto para comprar água ou para tomar um café, por exemplo”. Na academia ao livre também há problemas. Alguns aparelhos faltam peças, outros estão quebrados. O parque também sofre com a falta de drenagem, onde água da chuva fica acumulada junto com fezes de capivara, causando mau cheiro. “Quando chove a gente não aguenta o odor”, reclamou outro usuário. Desde 2016 As primeiras reclamações contra o parque surgiram um mês após sua inauguração, em janeiro de 2016. Desde então a falta de água para consumo já era cobrada pelos usuários. Os bebedouros instalados nas portas dos banheiros estavam secos e os banheiros também começavam a apresentar os primeiros problemas.

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