Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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GAZETA

Um dos acusados pela chacina acaba preso

terça-feira, 15 de janeiro de 2019, 14h35

NATÁLIA ARAÚJO
DA REDAÇÃO

Um dos acusados pela chacina em Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá) que estava foragido foi preso no interior de São Paulo. Ronaldo Dalmoneck foi preso durante uma abordagem de rotina. Após checagem no sistema, os policiais constataram que havia contra ele um mandado de prisão preventiva. Ronaldo estava foragido desde 2017. De acordo com a Polícia Civil de Ibiúna (SP), o registro da prisão foi feito pela Polícia Militar. Os militares informaram que estavam em patrulhamento de rotina, na rua 15 de novembro, no centro da cidade, quando, por volta das 15h30 de sábado (12), avistaram um veículo suspeito. Ronaldo estava no carro que foi abordado. Os militares não encontraram nenhum produto ilícito. Entretanto, quando checaram no Centro de Operações da Polícia Militar do Estado de São Paulo (Copom) constataram o mandado de prisão preventiva em aberto.

Ronaldo foi conduzido para a Delegacia de Ibiúna e depois transferido para o presídio de Sorocaba (SP). Chacina Ronaldo é um dos cinco denunciados por homicídio triplamente qualificado no episódio da chacina na gleba Taquaruçu do Norte, em Colniza. A ação criminosa resultou na morte de 9 assentados. De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE), Valdelir João de Souza, conhecido como “Polaco Marceneiro”, proprietário de duas madeireiras em Rondônia, teria contratado o grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, com a finalidade de praticar ameaças e homicídios. Os membros deste grupo, responsável por executar o “serviço”, foram Pedro Ramos Nogueira (vulgo “Doca”), Paulo Neves Nogueira, Ronaldo (o “Sula”) e o ex-policial militar Moisés Ferreira de Souza (conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”).

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