Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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GAZETA

Pena é de 25 anos de prisão

quinta-feira, 11 de outubro de 2018, 13h48

SILVANA RIBAS
DA REDAÇÃO

Acusado de executar cabo da Polícia Militar com um tiro no peito, durante fuga, após prática de roubo, é condenado a 25 anos e quatro meses de reclusão, em regime fechado. Brendon Kayke Vieira Dutra, 22, foi condenado pelo Tribunal do Júri da Comarca de Várzea Grande. A vítima foi o cabo PM Marcos Antônio da Silva, na terça-feira (9). O crime ocorreu na avenida Dom Orlando Chaves, no bairro Cristo Rei, na tarde do dia 3 de dezembro de 2014. O suspeito foi preso meses após o homicídio, pois havia fugido para o Paraná.

Mas logo após o homicídio foi reconhecido, via fotografia, como autor dos dois crimes praticados na sequência. Uma tentativa de latrocínio contra um comerciante e o assassinato do policial militar. O réu sustentou no júri a versão da negativa de autoria do crime, apresentada durante inquérito policial. Alegou que na data dos fatos estava no Paraná, para onde fugiu após assassinar um parceiro de nome Luiz, em novembro daquele ano. Mas denúncia do Ministério Público aponta que na data dos fatos, Brendon Kayke e o cúmplice Odilson Pires da Silva, o “Tatá”, ocupando a motocicleta Twister de Brendon, foram até a revenda de veículos para praticar o roubo.

Mas, durante o assalto, o proprietário J.T.M, na época com 52 anos, entrou em luta com Brendon e foi atingido por disparos nas nádegas e perna. Os dois criminosos fugiram na moto. Mas o cabo PM Marcos, que estava de folga na casa do irmão, nas imediações, ouviu os disparos. O policial e o irmão, que também é PM, saíram na rua para ver o que ocorreu. Ao avistar os dois suspeitos, fugindo na moto, teria gritado “para que é Polícia”. Antes de pegar sua arma foi atingido pelo disparo na altura do tórax e morreu logo depois de chegar ao Pronto-Socorro, para onde foi levado pelo irmão.

O comerciante também foi encaminhado para atendimento médico e reconheceu Brendon e “Tatá” pelo roubo. Já o irmão do PM também reconheceu a dupla de criminosos que estava na moto. O juiz presidente do Tribunal do Júri, Otávio Vinícius Affi Peixoto, proferiu a sentença condenando o acusado pela prática de homicídio qualificado e latrocínio na forma tentada. Ressaltou que na ocasião, Brendon e o cúmplice só não tiveram êxito na subtração dos bens do comerciante e no seu assassinato por circunstancias alheias a sua vontade.

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