Ministério Publico do Estado de Mato Grosso

GAZETA

Acusado enfrenta júri dia 15

terça-feira, 09 de outubro de 2018, 11h03

ALINE ALMEIDA
DA REDAÇÃO

Acusado de matar mãe e filha com marteladas na cabeça, Jhony Marcondes, 42, enfrenta júri popular no próximo dia 15, em Cuiabá. Adriana Aparecida de Siqueira, 41, e a filha dela Andressa Maria Vilharga de Siqueira Campos, 19, foram mortas no dia 22 de agosto do ano passado no bairro CPA 2. Além deste júri, mais três que serão realizados este mês têm como vítimas mulheres. Os corpos de Adriana e Andressa foram encontrados por familiares. Parentes foram informados do crime durante a madrugada por um conhecido do assassino. Jhony teria confessado ao amigo que fez uma “besteira” e matou a mulher. Ao chegaram à residência os parentes chamaram as mulheres, sem sucesso.

Um deles pulou o portão e já se deparou com o corpo da sobrinha, enrolado em um edredon. No quarto localizou o corpo de Adriana. Pertences das vítimas também foram levados. Horas depois do crime Jhony teria voltado à casa e levado vários objetos. Marcondes foi preso por populares no bairro Pedregal. Ele já tinha 13 registros criminais. Seis ocorrências por ameaças, duas por homicídios, um estupro, um roubo, um tráfico de drogas e duas por lesões corporais. Segundo denúncia do Ministério Público do Estado, no dia dos fatos, o acusado iniciou uma discussão com Adriana porque, segundo ele, teria visto no celular da vítima que ela teria mantido uma conversa com outro homem durante o último rompimento do casal.

“Assim, movido pelo ciúme, o réu apoderou-se de um martelo e passou a desferir inúmeros e violentos golpes na cabeça da vítima (...) Em seguida, para assegurar a impunidade de outro crime, ou seja, para evitar que fosse descoberto que era ele o autor do feminicídio cometido contra a vítima Adriana, o denunciado tirou a vida da vítima Andressa, desferindo-lhe diversos golpes de martelo e de canivete na cabeça”, diz a denúncia. Golpes de picareta Amanhã (10) senta no banco dos réus o servidor público João Batista Andrade, 47, que está em liberdade. Ele é acusado de matar  a funcionária pública Silvânia Menegildo  Valente, 37, em novembro de 2011.

O crime aconteceu no bairro Santa Amália, em Cuiabá. A vítima foi assassinada a golpes de picareta. No dia do crime, vizinhos disseram à polícia que ouviram gritos de uma mulher vindo da casa. Em seguida, um carro deixou a residência em alta velocidade. Ao entraram na casa encontraram Silvânia desacordada. Ela recebeu atendimento médico, mas morreu em virtude de um traumatismo craniano. O agente de trânsito alegou que no dia do crime completava três dias que ele e a ex-namorada estavam bebendo e usando cocaína. Disse que devido ao excesso de drogas não se recorda do que ocorreu. “Portanto, resta evidente que a vítima se encontrava dopada no dia dos fatos e, logo, indefesa, fato que, certamente, contribuiu para que a mesma fosse espancada”, diz trecho da denúncia.

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