Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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GAZETA

Atendimentos são suspensos

terça-feira, 09 de outubro de 2018, 10h51

ELAYNE MENDES
DA REDAÇÃO

Equipes médicas de diversos setores do Hospital Regional de Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) paralisaram na manhã desta segunda-feira (8) os atendimentos na unidade. Os profissionais informaram a suspensão em ofício encaminhado à diretoria da unidade, Conselho Regional de Medicina (CRM), Central de Regulação de Rondonópolis e Ministério Público do Estado (MPE) na última sexta-feira (5), apontando que não recebem há 120 dias. Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a empresa Gerir, responsável pela administração do hospital, afirmaram que estão com os repasses em dia.

Apesar da coordenadora do setor de Emergência do hospital, Andrea Barella, atuar em um dos setores que não paralisaram totalmente os atendimentos, ela explica que praticamente todas as áreas estão com os serviços suspensos. Na emergência são atendidos apenas casos em que há risco de morte. A parte de avaliações clínicas estão suspensas. “Quando há emergência, atendemos e encaminhamos para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Fora isso, é impossível manter o funcionamento pleno sem receber desde junho”. Barella conta que não é de hoje que alguns setores estão desfalcados devido à falta de pagamento dos salários.

Para se ter uma ideia, o hospital ficou sem atender pacientes vasculares por um tempo e agora também sem cardiologista. Segundo ela, após ficar sem receber por dois meses, o médico vascular tentou acordo e não conseguiu, deixando a vaga em aberto entre março e julho. Em agosto um profissional da área veio do Rio de Janeiro e após trabalhar até a primeira semana de outubro sem receber, também deixou o cargo. “Se trata de completo descaso com todos os médicos, em especial com os que vêm de outro estado para trabalhar e não receber. É vergonhoso”.

Outro ponto negativo em se tratando do médico vascular é que ele trabalhou mais de dois meses sem nenhum vínculo empregatício com a empresa responsável por gerir o hospital, o que não dava garantia nenhuma a ele. A área de cardiologia está na mesma situação, já que na unidade haviam dois profissionais, sendo um concursado, que está de licença prêmio, e outro contratado. O médico contratado estava desde junho deste ano sem receber os honorários e optou por aderir à suspensão de atendimentos. “Diante dos atrasos de pagamento, nenhum outro médico quer assumir o cargo”, frisou a coordenadora do setor de Emergência do hospital.

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