Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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GAZETA

Cinco têm R$ 1,2 mi bloqueados

sexta-feira, 13 de julho de 2018, 15h21

PABLO RODRIGO DA
REDAÇÃO

Flagrado em vídeo recebendo dinheiro supostamente de propina dentro do Palácio Paiaguás, o deputado estadual José Domingos Fraga (PSD), junto com o ex-governador Silval Barbosa, o ex-chefe de gabinete Sílvio Cézar Araújo e os ex-secretários de Estado Maurício Guimarães e Valdísio Viriato, tiveram bens bloqueados em até R$ 1,2 milhão. A decisão é do juiz da Vara Especializada de Ação Civil Pública e Ação Popular, Luís Aparecido Bertolucci Júnior, que acatou pedido do promotor de Justiça Clóvis de Almeida Júnior, membro do Núcleo de Ações de Competência Originária Cível (Naco) do Ministério Público Estadual (MP).

A ação está sob sigilo e a informação do bloqueio foi obtida pelo site Ponto na Curva. A decisão tem caráter liminar e foi acompanhada de uma negativa do juiz para o pedido de afastamento de José Domingos do cargo de deputado. O magistrado teria entendido que a medida não se fazia possível por se tratar de um fato supostamente ocorrido na legislatura anterior. José Domingos Fraga, que já comunicou que não tentará a reeleição neste ano, é o segundo flagrado nos vídeos entregues por Silval Barbosa em acordo de colaboração premiada a ter bens bloqueados.

Antes dele, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), teve R$ 1 milhão indisponibilizados pela Justiça. Outros sete deputados à época das gravações também foram denunciados: a prefeita cassada de Juara, Luciane Bezerra (PV), o hoje deputado federal Ezequiel Fonseca (PP), o reeleito Baiano Filho (PSDB) e os ex-parlamentares Hermínio J. Barreto (já falecido), Airton Português, Alexandre César e Antonio Azambuja.

Todos são acusados de serem beneficiários de um suposto esquema de pagamento de ‘mensalinho’ para que apoiassem projetos da gestão Silval Barbosa na Assembleia Legislativa. Apesar de o caso estar sob sigilo, trechos públicos da delação do ex-governador dão conta de que cada deputado recebia R$ 600 mil, em parcelas mensais de R$ 50 mil. A propina teria como origem recursos desviados do programa de asfaltamento MT Integrado. Com exceção dos delatores do caso, todos os acusados negam que o dinheiro recebido fosse propina.

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