Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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GAZETA

Casal vai a júri após 7 anos

sexta-feira, 13 de julho de 2018, 15h14

DAREDAÇÃO

Marcela de Souza Cardoso e Marcos Antônio Andrade da Silva serão julgados no dia 30 de julho pela morte da filha recém-nascida. A denúncia do Ministério Público aponta que o crime foi cometido em junho de 2011, logo após a mãe dar à luz, no banheiro da residência do casal, no bairro CPA 3. O pai, que já tinha outros 2 filhos, não queria arcar com a despesa de mais um, razão pela qual conseguiu induzir a mãe a matar a filha com requintes de crueldade. Marcela teria rejeitado a gestação desde o início e até mesmo ingerido substâncias abortivas com a intenção de interrompê-la.

De acordo com o processo, ao entrar em trabalho de parto em casa, a acusada não procurou ajuda médica e teve a bebê no banheiro. Na sequência, jogou a criança com vida dentro do vaso sanitário, abaixou a tampa e acionou a descarga. Após cerca de uma hora, Marcela retirou a recém nascida ainda viva do sanitário e colocou papel higiênico em sua garganta, causando a morte por asfixia. Marcela e Marcos Antônio são acusados de homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que impossibilitou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver, uma vez que teriam envolvido o corpo da recém-nascida em um pedaço de tecido, colocado em um saco plástico e depositado na lixeira do prédio onde moravam.

O cadáver foi encontrado por uma terceira pessoa, que vasculhou o lixo à procura de material para reciclagem. A sessão de julgamento começa às 9h e será presidida pela juíza da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, Monica Catarina Perri Siqueira. Pauta A pauta de julgamento prevê 20 sessões para o mês de julho. Amanhã (12 de julho), a partir das 9h, ocorre o júri de Eudes Marques Cordeiro, Sandro Renan de Arruda conhecido como “Sandro Louco” e Thiago da Cruz Silva, acusados de matar o estudante Andre Luiz Costa Castro, em julho de 2006. Segundo o processo, os réus teriam assassinado a vítima com quatro golpes de instrumento perfuro-cortante e, em seguida, ateado fogo e lançando o cadáver em local ermo, no bairro Tijucal. (Com Asses soria)

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