Ministério Publico do Estado de Mato Grosso
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Dos 58, 15 são servidores da AL

sexta-feira, 18 de maio de 2018, 11h19

GLÁUCIO NOGUEIRA
DA REDAÇÃO

Das 58 pessoas denunciadas pelo Ministério Público Estadual (MP) por conta das operações Bereré e Bônus, ao menos 15 foram ou são servidores da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Todos tiveram suas movimentações bancárias verificadas depois que a Justiça deferiu a quebra de sigilo bancário de 25 pessoas e empresas.

Em princípio, o trabalho de análise das transações havia identificado 68 funcionários ou ex-funcionários do Legislativo como destinatárias ou remetentes das operações. Como outros inquéritos suplementares foram instaurados, é possível que em breve mais pessoas sejam denunciadas.

Além da identificação destas pessoas, com o cruzamento de dados dos extratos com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, a Polícia Civil e o MP conseguiram informações sobre os setores em que os servidores e ex-servidores trabalham ou trabalharam na Assembleia Legislativa. A ressalva é que, apenas a partir de agosto de 2012, passou a ser disponibilizado o lotacionograma da Casa de Leis.

Entre os setores citados como locais de trabalho destas pessoas, estão gabinetes de deputados e ex-deputados. Um dos servidores identificados e agora denunciados é L.O.B.S. Em depoimento, ele explicou que os R$ 30 mil em cheques, emitidos por Claudemir Pereira dos Santos, foram usados para pagar despesas do gabinete do deputado Baiano Filho (PSDB), onde trabalha, não se recordando de quem fez os depósitos em sua conta, mas esclarecendo que não tem conhecimento de qualquer relacionamento entre o político e Santos. O tucano e Santos também foram denunciados. Outro servidor denunciado é ligado ao deputado Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD).

Aos delegados e promotores, T.F.T. contou ter feito diversas operações para o parlamentar junto a factorings. Um cheque de R$ 10 mil foi compensado em sua conta. Já V.L.S., que sacou um cheque de R$ 33 mil, afirmou acreditar que o fez na condição de funcionário do deputado Romoaldo Júnior (MDB), já que, na época, costumava descontar cheques e pagar contas. Ambos também foram alvo da denúncia.
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