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GAZETA

Justiça mantém prisão dos 5 réus

Sexta, 19 de maio de 2017, 10h25

DANTIELLE VENTURINI
DA REDAÇÃO

Justiça de Mato Grosso aceita a denúncia contra 5 acusados de envolvimento na chacina ocorrida na gleba de Taquaruçu do Norte, em Colniza (1.065 km a noroeste de Cuiabá), e mantém a prisão de todos. Apontados como executores e mandante, passam a responder por homicídio triplamente qualificado e constituição de milícia privada armada. Até o agora foram presos Pedro Ramos Nogueira e Paulo Neves Nogueira, tio e sobrinho.

Os outros três Valdelir João de Souza, Moisés Ferreira de Souza e Ronaldo Dalmoneck -, estão foragidos. Conforme denúncia do Ministério Público do Estado (MPE), Valdelir, conhecido como “Polaco Marceneiro”, proprietário de duas madeireiras em Rondônia, teria contratado o grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.

O interesse do empresário nas terras era para a retirada de madeiras e também para exploração de ouro no local. Na decisão, o juiz de Colniza, Ricardo Frazon Menegucci, destaca que a prisão dos 5 réus é necessária devido à crueldade praticada e a periculosidade dos mesmos às testemunhas. “(...) se em tese ceifaram nove vidas para supostamente garantir a exploração de uma atividade econômica, é possível concluir que também o fariam com vistas a sair incólumes da presente instrução processual”, diz trecho.

Além disso, o magistrado destaca a “ausência estatal” na região o que fez com que os criminosos aproveitassem para a prática desses crimes. “É dos autos que os réus se organizaram, aproveitando-se da ausência estatal, para supostamente praticarem crimes com o intuito de garantir os seus interesses econômicos, chegando ao ponto de ceifarem nove vidas, ou seja, comportam-se de maneira diversa do que se espera de quem vive em sociedade”.

Em relação ao crime de constituição de milícia privada, o magistrado entendeu que os indícios de autoria e a prova da materialidade obtidas por meio dos depoimentos foram suficientes, “(...) em tese, o Sr. Valdelir, em conjunto com os demais réus, praticava violência contra as pessoas que estavam na região a fim de garantir a exploração de uma atividade econômica”. A chacina ocorreu no dia 19 de abril deste ano.

 
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